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Minimalismos

por uma vida mais simples, mais leve e mais feliz

Minimalismos

por uma vida mais simples, mais leve e mais feliz

Qua | 09.10.19

Minimalismo digital

Minimalismo digital.jpgPois é, houve um dia em que abandonei as redes sociais facebook e instagram e sabem que mais? Foi tão bom!

Quando tinha um perfil nessas redes sociais e embora não o soubesse, não era realmente livre. Na verdade, nunca fui muito de postar no facebook nem no instagram, só em ocasiões especiais é que tirava uma foto ou outra e postava.  Porém, ainda que sem ter plena noção disso, as redes sociais sempre foram uma fonte de ansiedade para mim. Primeiro porque tinha lá fotos minhas e outras informações, o que fazia com que sentisse a obrigação de, pelo menos uma vez no dia, ir lá só para saber se estava tudo ok (na volta alguém tinha pirateado a minha conta). Depois, criava em mim uma sensação inconsciente e sem motivo de insatisfação, porque o patamar de vida dos meus “amigos”, os empregos que tinham, as viagens que faziam não era coincidente com a minha realidade.  Tinha o meu pensamento claramente distorcido, é que se eu pensasse bem ter-me-ia perguntado: o que é que me leva a achar que seria mais feliz com a vida dos outros? Rigorosamente nada, cada um é que sabe  aquilo que o deixa feliz, aquilo de que precisa para se sentir bem e todos somos diferentes.

De todo o modo, só quando conheci esta ideia do minimalismo e de descoberta daquilo que é essencial para mim é que refleti sobre esta questão e decidi que estava na hora de fazer um destralhe no digital. Se a minha adesão às redes sociais não tinha nenhuma justificação plausível mas apenas porque sim ou porque os outros também aderiram, então isso queria dizer que na minha vida as redes sociais não eram tão importantes assim ou melhor dizendo, não me faziam falta alguma. Então destralhei que é como quem diz, eliminei as minhas contas. Foi muito fácil e em nenhum momento senti falta de “estar online”. Para ser sincera, foi muito libertador.

Porém convenhamos que, uma rapariga de vinte e tal anos não ter redes sociais continua a causar alguma estranheza na grande maioria das pessoas. No outro dia fui a uma pastelaria encomendar um bolo de aniversário e como queria um bolo diferente (o chamado cake design) fui pesquisar no google pela pastelaria. Nos resultados da pesquisa apareceu a página de facebook a qual eu conseguia ver apesar de não ter conta nesta rede social. Escolhi o meu bolo e fiz printscreen da fotografia. Dirigi-me à pastelaria para saber o preço e encomendar e a menina diz-me para enviar mensagem através do facebook que eles respondiam detalhadamente. Disse-lhe que não tenho facebook e ela olhou para mim como se eu fosse um extraterrestre. Acho muita graça quando isto acontece (e acontece várias vezes) mas nunca isso me fez voltar atrás.

Eu optei por eliminar as contas porque foi isso que mais sentido fez para mim, mas creio que fazer uma limpeza às pessoas que seguimos, grupos a que aderimos, páginas de que outrora gostamos seja também uma forma de limpar e controlar o bombardear de informação que recebemos diariamente e que, quiçá, nos possa estar a prejudicar sem darmos conta. Eu, por exemplo, adoro assistir vídeos no youtube mas fiz uma grande limpeza nos canais que tinha subscrito, mantendo só aqueles cujo conteúdo realmente me desperta interesse. Além disso, sempre que recebo aqueles e-mails de lojas ou de outros serviços que algum dia subscrevi mas que hoje já não me interessam mais, vou fazendo “unsubscribe” para evitar que me encham a caixa de correio.

Por vezes são pequenas coisas e até aparentemente insignificantes no todo que é a vida (como é o caso do ruído digital) que nos atrapalham a luta por um dia-a-dia mais leve. Mas vale a pena tentar, afinal de contas é com pequenas mudanças que se atingem grandes feitos.

Voltamo-nos a encontrar no domingo. Até lá!

Photo by Sara Kurfeß on Unsplash

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